Dia 208 – Córdoba (Argentina)

Dia 208 – 02 de maio de 2019 – Córdoba (Argentina)

Nosso Destino de hoje foi Córdoba, e olhando os mapas e Google Maps tínhamos três trajetos para escolher. O trajeto San Luis – Rio Cuarto é a rodovia principal. Essa é direta, passa por duas serras e por pequenas cidades. Então foi fácil escolher: a que passa por serras e pequenas cidades. Não a mais convencional.


A metade do percurso foi uma grande reta, plana, com bom piso e sem movimento. Ideal para o piloto automático. À medida que nos aproximamos da serra, a paisagem foi mudando e cidadezinhas apareceram.


Saímos de uma altitude de 410 m para 2230 m.


A paisagem de muita montanha com pedras lembrou a região de Ouro Preto em Minas Gerais.


A pista era larga e o asfalto perfeito.


Um viajante bacana.


Em uma parada, haviam dois condores empalhados e na descida da serra apareceu um voando sobre a estrada, demos sorte novamente.


No trecho final da viagem de hoje, pegamos uma estrada estreita e com muitas curvas, com isso chegamos a Córdoba no final da tarde. A estrada é bonita, mas ficamos estressados, talvez porque queríamos chegar logo a Córdoba.


Estacionamos o Tropeiro em uma rua do centro de Córdoba, mas estávamos perdidos. Então, pedimos ajuda a um rapaz que passava e ele teve a delicadeza de nos levar até o Quarteirão Jesuíta.


O Quarteirão Jesuíta e as Estâncias de Córdoba são um exemplo excepcional de um vasto sistema religioso, político, econômico, legal e cultural. É também uma excelente ilustração da fusão das culturas europeia e indígena, com as contribuições adicionais dos trabalhadores escravos africanos.


Córdoba (ou Córdova) foi fundado em 1573 e fica a 700 km de Buenos Aires sendo a segunda cidade mais populosa do país, com mais de 3.000.000 de habitantes.

Eleito como Patrimônio Cultural da Humanidade no ano de 2000, o bloco Jesuíta em Córdoba,


Contém os principais edifícios do sistema jesuíta: a igreja, universidade e a residência da Campanha de Jesus, além do colégio. Juntamente com as cinco estâncias, ou propriedades agrícolas (fazendas), eles contêm edifícios religiosos e seculares, que ilustram o único experimento religioso, social e econômico realizado no mundo por um período de mais de 150 anos nos séculos XVII e XVIII.


Os edifícios do Colégio Máximo são de 1610, a Universidade de 1622, Colégio Convictorio de Nossa Senhora Monserrat foi fundado em 1687 e o Noviciado em 1710. A Igreja e a Capela Doméstica foram construídas entre 1644 e 1671.


Parte interna do Colégio.


Após a expulsão dos jesuítas em 1767, o bloco foi designado aos franciscanos, depois ao clero regular, e depois de 1820 tornou-se propriedade do governo da província.

Altar da igreja da Companhia de Jesus.


Era nessa capela que o Papa Francisco realizava suas orações. Aqui fica também os aposentos do Papa Francisco.


O Mosteiro São José das Carmelitas Descalças fica ao lado da Igreja da Companhia de Jesus.


E na praça San Martin, está a catedral de Córdoba,


Catedral Nuestra Señora de la Asunción (Nossa Senhora da Assunção).


Como vocês podem ver, engatamos uma 5a marcha. Estamos acelerando a nossa volta ao Brasil, pois tem um netinho que está chegando, em junho, em Natal, e vamos para lá. Depois retornamos o percurso a partir de Bariloche que não passamos desta vez.

Ao sairmos do Bloco Jesuíta, perguntamos a um guarda sobre postos de abastecimento na estrada para Santa Fé para dormir e fomos devidamente orientados. Porém, o guarda referia-se a uma rodovia e nós pegamos outra rodovia. Nessa rodovia não existiam postos de abastecimento, então, seguimos o GoogleMaps que nos levou a um posto de gasolina dentro da cidade e que não tinha condição de dormir.

Um rapaz veio conversar conosco e se prontificou a nos levar a um posto de abastecimento em outra estrada. Fomos para lá, mas o gerente do posto nos orientou a irmos para outra estrada onde os postos tinham mais segurança. E assim, conseguimos um posto com segurança para dormir. Aliás, com muita segurança porque os policiais paravam lá para descansar.